Nota pública: Granpal é contra o retorno de líderes de facções ao RS

Granpal é contra o retorno de líderes de facções ao RS

Representando um grave retrocesso à segurança pública do Rio Grande do Sul, 17 líderes de grupos criminosos podem retornar em breve a presídios da Região Metropolitana. De alta periculosidade, os detentos somam 884 anos de condenações. Em julho de 2017, eles haviam sido enviados para prisões de segurança máxima de outros estados, em um grande esforço para desarticular as facções.

A Operação Pulso Firme, como evidenciam os indicadores desde então, gerou uma série de efeitos positivos. Apesar dos resultados, determinação judicial recente não atendeu às solicitações do Ministério Público (MP) para que os criminosos permanecessem isolados.

Consciente da responsabilidade dos municípios em garantir a segurança pública, ao lado dos outros entes federados, a Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) alerta a comunidade para os riscos gerados por essa decisão. A transferência acirrará a guerra do narcotráfico, impactando diretamente na vida de todos.

Atualmente, não existem prisões de segurança máxima no Estado. A própria Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) perdeu sua condição original, passando a ser classificada como cadeia comum. Portanto, o Rio Grande do Sul não possui a estrutura adequada para receber criminosos de tamanha periculosidade.

Em sintonia com o MP, a Granpal conclama a sociedade gaúcha para que se una e, a partir disso, contribua para que a medida seja revertida. Acuados pela violência urbana e rural, os gaúchos esperam do Poder Público sensibilidade para solucionar o problema e melhorar a qualidade de vida da população.

André Pacheco
Presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre

 




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