Granpal defende contribuição dos prefeitos ao modelo de distanciamento controlado

Prefeitos e secretários de municípios que integram a Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) reuniram-se nesta quarta-feira (29) para analisar as mudanças no modelo de distanciamento controlado do governo do Estado. Na reunião virtual, os participantes defenderam que a responsabilidade pelas diretrizes deve continuar com o Executivo estadual, mas ouvindo os prefeitos para a necessidade de flexibilização.

“Os prefeitos querem participar e dar suas contribuições ao Executivo estadual de acordo com a realidade que vivem. Isso permitirá um maior equilíbrio que garanta a saúde e a economia das comunidades”, destacou a presidente da Granpal e prefeita de Nova Santa Rita, Margarete Ferretti. As sugestões serão encaminhadas à Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs) esta quinta-feira (30).

Os participantes da reunião também defenderam a flexibilização no funcionamento de restaurantes e padarias, por exemplo. Além disso, sugeriram a viabilização de uma linha de crédito, via Banrisul, para atender segmentos que estão impactados pela pandemia – como as empresas de transporte escolar. A restrição de itens de consumo nos supermercados foi rechaçada durante a reunião. “Se a pessoa encontra tudo o que precisa em local só, isso ajuda também a diminuir a circulação”, destacou o prefeito de Esteio, Leonardo Pascoal.

O prefeito de Canoas, Luiz Carlos Busato, falou sobre a ampliação dos leitos de UTI e apontou que o município não tem mais possibilidade de expandir a capacidade nesse segmento. Disse ainda que houve uma estabilização no contágio, mas um aumento no número de mortes. Segundo ele, de cada cinco mortos, quatro são idosos – e que integram o grupo de risco. Para o chefe do Executivo de Gravataí, Marco Alba, o desafio é “salvar vidas e resgatar a economia”. Ele ressaltou que é preciso chamar para o debate o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado.




ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Clique e saiba mais.