Eleições 2020: prefeitos metropolitanos querem ser ouvidos

O coletivo de prefeitos da Associação de Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) discutiu na manhã desta terça-feira (26) a pauta das eleições de 2020. Embora não haja consenso em função dos desafios gerados pela pandemia, os líderes municipais defendem que a discussão precisa levar em consideração a opinião das cidades. “A pauta avança no Congresso e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sem que os prefeitos sejam devidamente escutados”, critica a presidente da entidade e prefeita de Nova Santa Rita, Margarete Ferretti (PT).

Prefeito de Esteio, Leonardo Pascoal (Progressistas) apoia a ideia de que as eleições aconteçam em outubro, pois o contrato de quatro anos precisa ser renovado democraticamente. “Construímos planos de governo de 2016 até 2020, e ouvir a população é necessário”, enfatiza. Para ele, é possível que os desdobramentos eleitorais ocorram de forma mais conectada com as plataformas digitais. A realização do sufrágio ainda este ano também é defendida por Miki Breier (PSB), de Cachoeirinha.

Na avaliação de José Sperotto (PTB), prefeito de Guaíba, o pleito deveria ser transferido para 2022, diante do momento e da fragilidade da economia. “Precisamos reequilibrar a sociedade e canalizar recursos para saúde. O Brasil não está preparado para o processo eleitoral”, diz. Na mesma linha, segue o chefe do Executivo de Viamão, Valdir Jorge Elias – Russinho (MDB).

Para Daiçon Maciel (MDB), de Santo Antônio da Patrulha, as eleições devem acontecer em outubro e, não sendo possível, podem ser transferidas para 2022. “Fazer qualquer movimento para dezembro compromete o fim de mandato, inviabiliza a transição e pode, inclusive, trazer problemas para o processo de prestação de contas”, enfatiza. Entre todos os prefeitos, há um entendimento de que a realização do pleito no último mês do ano seria um erro, pois atrapalharia o fluxo da gestão pública. 




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